O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Insônia e o parceiro


As mulheres que estão no climaterio ou na pré menopausa sabem que nesse periodo por várias razões relacionadas ao niveis dos hormônios femininos que vão diminuindo surgem alterações na qualidade do sono. Mas existem poucos estudos cientificos sobre a presença de uma insônia de certa gravidade na transição da menopausa associados ao comportamento do companheiro. M.Arakane e colaboradores ginecologistas da Universidad Católica de Santiago de Guayaquil no Equador estudam esse tema

Os autores fizeram um estudo com 340 mulheres ( com idade variando de 40 a 59 anos) que foram submetidas ao teste denominado de Índice de Gravidade da Insónia (IGI) e um questionário geral informando dados pessoais e do marido ou parceiro. A presença de queixas da menopausa e a sua intensidade também foi avaliada com a Menopause Rating Scale(MRS).

A idade média da amostra foi de 48 anos, com 63,5% tendo um nivel baixo de escolaridade e 52,9% das pacientes já estavam na menopausa. No momento do inicio da pesquisa 7,1% estavam fazendo terapia hormonal, 8,2% usavam fitoestrógenos e 2,1% tomavam drogas psicotrópicas. No total das 340 mulheres, 63,8% tinham obesidade abdominal (circunferência abdominal maior que 88 cm) e 65,5% eram sedentárias. De acordo com as respostas da MRS, 60,9% apresentaram fogachos, classificados em 17,4% como grave ou muito grave. Em relação ao parceiro (n = 255), responderam que eles tinham disfunção erétil estava presente em 23,9%, a ejaculação precoce 37,6%, 35,3% abusavam de álcool e 42,4% eram fiéis, nunca trairam as esposas. O teste IGI identificou 41,5% das mulheres com algum grau de insônia ainda classificados como leve (32,0%), moderada (7,4% ) e grave (2,1%). Fazendo uma análise estatistica incluindo os ajustes dos escores totais do IGI, uma incluindo e outra não incluindo dados do parceiro. No primeiro modelo, gravidade do afrontamento , uso de psicofármacos e sedentarismo apresentaram correlações positivas e significativas com os escores totais do IGI. No segundo modelo , a intensidade de afrontamentos, o consumo de psicofármacos e disfunção erétil masculina tinha correlacão positiva enquanto fidelidade do parceiro era inversamente correlacionada com a pontuação do IGI.

Concluem os autores que a gravidade da insônia das mulheres de meia-idade foi relacionada a fatores femininos e ao do parceiro; vários dos quais são passíveis de intervenção.

Fonte: http://ram.uol.com.br/materia.asp?id=2127