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Fungos da micose gostam de ambientes úmidos e fechados


Problema também é comum em atletas e quem frequenta áreas públicas

 O fungo que causa a micose é invisível a olho nu, mas pode estar presente na piscina, na praia, no chão ou em objetos de uso comum. Esse micro-organismo, que gosta de ambientes úmidos e fechados e costuma ser recorrente em atletas e pessoas que frequentam áreas públicas, foi tema do programa Bem Estar da Rede Globo.

Para falar sobre o assunto, estiveram no estúdio o infectologista Caio Rosenthal, que também é consultor do programa, e a dermatologista Zilda Najjar. Os médicos explicaram como se proteger sem comprometer o lazer e a diversão.

A pele pode servir de porta de entrada para várias doenças, principalmente em locais de grande circulação onde há maior exposição dos pés. A micose não perdoa a falta de cuidados com a higiene, como não secar bem nas dobras e no meio dos dedos, o que deve ser feito com toalha ou secador frio.

O problema também pode ser transmitido pelo suor, principalmente em academias, onde o ideal é ter à mão papel descartável com álcool para limpar os aparelhos antes e depois de usá-los. Atualmente, o interesse maior pela prática esportiva e pelo contato com a natureza tem aumentado o risco de exposição a ambientes contaminados.

Na manicure, o cuidado deve ser redobrado, por causa do risco de fungos e hepatite B. Alicates e outros objetos de metal devem ser esterilizados em autoclave, enquanto lixas e palitos precisam ser descartáveis ou de uso individual. Bacias devem ser lavadas sempre e toalhas, trocadas a cada cliente

Os fungos podem estar presentes, ainda, em parques, na areia, terra ou grama. Além disso, água não tratada devidamente com cloro pode ser um perigo. Segundo a dermatologista, o pano branco não surge mais no verão, mas fica em evidência nessa estação porque as pessoas se bronzeiam e as manchas se destacam.

Já a cândida, que causa o sapinho em bebês, é normalmente encontrada na boca, nos intestinos e na vagina das mulheres. Ela pode se desenvolver porque a criança teve diarreia e colocou a mão na boca, ou porque o bico do seio, as mãos da mãe ou algum objeto (como bico da mamadeira ou chupeta) estão infectados.

Crianças que vivem com o dedo na boca e adultos que lidam muito com água são grupos de risco de unheiro – um tipo de candidose chamado de paroníquia, que atinge primeiro a cutícula e depois causa alterações nas unhas. Donas de casa que trabalham sem luvas e ficam com as mãos úmidas por longos períodos também têm maior predisposição.

Outra micose comum são as tinhas, que atingem o couro cabeludo de crianças e adultos, provocando queda de cabelo. Essa doença pode ser adquirida de outra pessoa ou de animais de estimação que vivem dentro de casa, como gatos, cachorros, coelhos e hamsters.

A frieira ou pé-de-atleta, que aparece entre os dedos dos pés, é de tratamento demorado, porque geralmente o local fica úmido, favorecendo a instalação de micoses. Às vezes, porém, o excesso de umidade faz com que a pele entre os dedos se solte, sem que isso seja micose. O problema só é decorrente de fungo quando a pele descama, racha e aparecem bolhinhas cheias de líquido.

As praias também contêm fungos, na maioria das vezes deixados na areia pelos próprios frequentadores. A água do mar, contudo, não é um meio favorável para a proliferação desses micro-organismos, como a das piscinas. Geralmente, a preocupação maior é com os cachorros que transitam, que podem ter fungos no pelo. As fezes e a urina dos animais transmitem o bicho geográfico, um verme que nada tem a ver com as micoses e que provoca caminhos na pele e muita coceira.

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Fonte: G1 - Bem Estar