O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Consumo de bebidas e excesso de alimentos proteícos elevam ácido úrico


A elevação causa inflamações nas articulações. A doença é mais comum nos homens, mas eles nem sempre seguem o tratamento recomendado

Uma das doenças mais antigas nos registros médicos, a gota ainda surpreende. “Apesar de ter tanto tempo, as causas serem conhecidas e haver remédios para o tratamento, a enfermidade é muito maltratada”, reconhece Geraldo Castelar, coordenador da Comissão de Gota da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Segundo o especialista, são poucos os pacientes que conferem os cuidados adequados ao problema e/ou recebem orientações corretas para controlar os sintomas.

Desencadeada pela elevação de ácido úrico no sangue, a gota tem um fator genético determinante, podendo ser passada de pai para filho. Bebidas alcoólicas em excesso e alimentação rica em proteína também podem aumentar os índices da substância no corpo, evoluindo para a inflamação das articulações. “O principal causador é a predisposição genética, aferida por meio do histórico familiar. Mas, se a pessoa abusa do álcool, pode desenvolver a doença mesmo com pouca predisposição para isso”, alerta o reumatologista e presidente da Sociedade Mineira de Reumatologia, Boris Cruz.

Ao contrário do que reza o conhecimento popular, qualquer bebida alcoólica pode desencadear a produção excessiva de ácido úrico no sangue e não apenas as fermentadas, como a cerveja. “Existe uma crença de que as versões destiladas podem ser consumidas, mas todas elas provocam alterações no metabolismo”, esclarece Boris. Dois terços do ácido úrico são produzidos no fígado. O restante é proveniente da degradação da purina, proteína encontrada principalmente em carnes brancas e vermelhas, vísceras e frutos do mar.


Fonte: Diario de Pernambuco