O conteúdo desta página requer uma versão mais recente do Adobe Flash Player.

Obter Adobe Flash player

Ronco traz riscos de doenças cardíacas; entenda e evite


As consequências do ronco vão muito além de uma anormalidade no sono. A relação direta do ronco com o desenvolvimento de doenças cardíacas, por exemplo, é uma das implicações que vem chamando a atenção dos profissionais da saúde.

Uma pesquisa recente da Universidade de Detroit revelou que roncadores frequentes são muito mais propensos a desenvolver um espessamento da artéria carótida – que fornece sangue oxigenado para o cérebro. A condição também foi relacionada ao endurecimento de outras artérias do corpo, o que aumenta as chances de ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e hemorragias cerebrais.

Participaram do estudo 54 homens e mulheres com idade entre 18 a 50 anos. Foram analisados seus hábitos de ronco e a espessura da artéria carótida. Os pesquisadores descobriram que as camadas mais internas das paredes das artérias eram muito mais grossas entre os roncadores do que entre os outros adultos. Segundo o estudo, esse espessamento da artéria pode ser causado pelas constantes vibrações do ressonar, que resulta em inflamação.

Apneia

“O ronco é um sinal de que há uma anormalidade no sono, muitas vezes relacionada a um problema respiratório. Mas sabemos que há consequências cardiovasculares para aqueles que possuem apneia obstrutiva do sono”, explica a cardiologista Fátima Dumas Cintra, do Hospital Albert Einstein.

A apneia obstrutiva do sono é a diminuição ou interrupção da respiração durante o sono. O paciente pode ter vários episódios na noite e ficar privado de oxigênio por mais de 10 segundos. Com a falta de oxigênio, o corpo libera adrenalina para a pessoa despertar e respirar. Esse processo faz a pressão arterial aumentar e o coração disparar. “Na apneia, cai a saturação por uma parada respiratória, que justifica a doença cardíaca”, diz.

Além disso, há uma relação de causa e efeito entre a apneia e hipertensão, o que aumenta ainda mais a probabilidade de desenvolver doenças cardíacas. “Outro sinal é a distribuição da gordura, pois a apneia está relacionada à obesidade. Como as taxas de sobrepeso estão altas, é sempre bom observar se o ronco pode significar algo mais grave”, aponta Fátima.

Para saber se o ronco está acompanhado de apneia, alguns sinais são claros: sonolência em excesso durante o dia e concentração de gordura no abdômen. “Se o individuo tem muita sonolência de dia, significa que o sono não está sendo reparador”, salienta a cardiologista.


Fonte: Portal Terra