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Micose é fácil de pegar e chata de tratar; veja tipos mais comuns


Apesar de não oferecer risco à vida e geralmente ser um problema localizado, a micose pede tratamento cuidadoso. Conheça um pouco mais sobre a doença, veja os tipos mais comuns, como evitar contrair e como cuidar.

Infecções causadas por fungos, as micoses são problemas de saúde comuns. Esses microorganismos existem no corpo humano e no meio ambiente e vivem em locais úmidos. Todos sofrem de micose pelo menos uma vez na vida e pode acontecer por vários fatores. "São muitas e variadas as doenças da pele e, na maior parte das vezes, existem causas específicas que são responsáveis pelo seu aparecimento. Mas é verdade que estresse, má alimentação, queda do estado imunológico e falta de cuidados com a higiene podem agravar os problemas", diz a dermatologista Bianca Wiedemann.

O que é

Segundo a dermatologista Bianca Wiedemann, micose é o nome mais popular para denominar as infecções causadas por fungos. Existem diferentes e variados tipos de fungos que podem causar infecções em diversas partes do corpo recebendo, assim, um determinado nome de acordo com a localização. Fungos são encontrados em todos os ambientes, inclusive no organismo humano. Mas em geral, ficam localizados sobre as células mortas e, por isso, não causam problemas na maior parte do tempo. Mas há situações nas quais eles conseguem penetrar na pele, causando infecções. Em geral, as infecções por fungos atingem áreas mais úmidas e ricas em queratina, como couro cabeludo, entre os dedos e virilha. Fungos dificilmente causam lesões no corpo todo. Aparecem em partes localizadas. Podem ser espalhados devido à falta de tratamento ou manualmente, se a pessoa coça a região, por exemplo, e passa a mão em outra área do corpo.

Mais comun

As micoses mais comuns na pele são a tinha cruris (principalmente nos homens) e a tinha pedis, que quando localizada entre os dedos dos pés é popularmente chamada de frieira. São mais comuns no verão, devido à maior produção de suor e ao clima quente e úmido. De maneira geral, áreas do corpo que produzem e acumulam mais suor ficam mais vulneráveis principalmente às infecções por fungos, uma vez que ambientes aquecidos e úmidos favorecem à proliferaçao dos mesmos. Nos homens, é mais comum o aparecimento de micoses na região das virilhas, períneo e região perianal, chamadas de tinea cruris. As mulheres, principalmente aquelas que realizam atividades domésticas e que lidam com água várias vezes ao dia, são mais propensas a desenvolverem paroníquia, que é uma micose que acomete a pele ao redor das unhas das mãos, o popular "unheiro".

Cuidados

A melhor forma de prevenir uma micose é cuidar da higiene e evitar a exposição a locais ou situações que possam favorecer a infecção. Micoses exigem tratamento prolongado e persistente, sob a orientação de um médico dermatologista.

É preciso seguir o tratamento pelo tempo prescrito pelo médico. Lesões costumam melhorar antes do fim do tratamento, o que dá a ilusão de que o problema foi curado. Mas quando o medicamento é interrompido, a tendência é o problema voltar. "O tratamento das micoses deve ser avaliado pelo dermatologista. Este tratamento pode ser exclusivamente tópico ou associado à ingestão de medicamentos antifungicos. Normalmente lançamos mão do medicamento oral para os casos mais graves e mais extensos em superfície acometida pela micose", diz Bianca. Assim como em outros problema de saúde, não pratique a automedicação. Deve-se evitar principalmente pomadas com cortisona. São bastante usadas, mas servem como alimentos para os fungos. Fungos estão presentes no ambiente, como em locais usados para brincadeiras. Portanto, não deixe a criança descalça por muito tempo, especialmente em tanques de areia, principalmente nas áreas mais secas, onde os fungos proliferam mais facilmente.

Como evitar

Entre os cuidados gerais que ajudam na prevenção está a manutenção da higiene pessoal, com a limpeza adequada do corpo. Além disso, deve-se secar bem o corpo após o banho, principalmente nas áreas de dobras, como região entre os dedos de mãos e pés, virilhas, axilas e região abaixo das mamas, esta última no caso das mulheres, pois ambientes aquecidos como as áreas de dobras e úmidos favorecem a proliferação de fungos. Não compartilhar utensílios de manicure ou pedicure. O ideal é que lixas de unhas e palitos sejam descartáveis. Micoses nas unhas podem se propagar através de lixas e palitos previamente usados e contaminados com fungos. Outro cuidado é o de não retirar a cutícula, que tem função protetora  impedindo a entrada de fungos e bactérias. Veja alguns tipos em diferentes regiões do corpo:

Boca

Sapinho é a infecção mais comum. O termo é candidose, pois é causada pelo fungo cândida, que causa bolinhas brancas na boca ou fora dela. Existe no corpo, na boca, intestinos e órgão sexual feminino. Pode se desenvolver pelo contato com fungos do próprio corpo da pessoa ou por fungos de terceiros. Pode aparecer desde os primeiros dias de vida, portanto é fundamental ter cuidado com a higiene do bebê, desde o bico dos seios na hora da amamentação até o contato com pessoas e objetos. Quedas de imunidade também podem provocar o aparecimento do sapinho. O tratamento é feito com cremes no local. Existe uma outra versão da doença que aparece em adultos, principalmente na terceira idade, devido à flacidez da boca ou aparelhos mal colocados.

Couro cabeludo

O tipo de fungo mais frequente que afeta a região é a tinha. Podem aparecer em pessoas de todas as idades e provovam queda dos fios na área afetada, acompanhada de descamação, vermelhidão e prurido. Pode ser contraída de outra pessoa ou de algum animal, principalmente os domésticos. Esse tipo de micose pode acometer a região da virilha ou entre os dedos, dos pés ou mãos. "Micoses do couro cabeludo, micoses da haste capilar, piolhos e lêndeas podem ser passados de pessoa à pessoa devido ao uso compartilhado de utensílios para cabelos", diz a dermatologista Bianca Wiedemann.

Unhas

A micose mais comum que pode afetar as unhas é a onicomicose subungueal distal e lateral. Ocorre também nas unhas das mãos, porém é mais comum nas unhas dos pés. É caracterizada pelo descolamento da borda livre da unhas, geralmente inciado por um dos cantos da unha, deixando esta área oca, o que pode levar à formação de uma uma maceração amarelada em baixo da unha onde há o descolamento. Para evitar o problema, deve-se ter certeza de que o material de manicure e pedicure deve ser esterilizado e lixas e palitos devem ser descartáveis. Também é importante evitar o uso de calçados fechados por longo período e usar chinelos em lava pés, em áreas ao redor de piscinas e em duchas coletivas.

Pés

A infecção conhecida como pé de atleta é causada por fungos que provocam tinhas, infecção que pode aparecer em outras áreas como couro cabeludo e virilhas. O tratamento é feito com antimicóticos de uso local. Uma simples descamação não caracteriza micose. O tratamento para a tinha dos dedos dos pés é prolongado, levando um mês ou mais, com aplicação de antimicóticos. Os pés devem ser mantidos secos, serem bem enxutos após o banho. Caso a região sue muito, é recomendado usar meias de algodão, deixar os pés arejando sempre que possível, bem como os sapatos.

Virilhas

Região mais úmida do corpo e que ainda fica coberta por roupas o dia todo. Quem pratica esportes, principalmente natação, tem maiores chances porque passa muitas horas em contato com roupa molhada. É chamada pelos médicos de tinha crural. Um médico deve receitar um antimicóticos de uso local. O tratamento é simples e deve ser mantido por duas ou três semanas para evitar que a micose se instale novamente. O problema é que, muitas vezes, é abandonado antes do tempo, porque a lesão costuma melhorar em dez dias e as pessoas acham que estão curadas. As roupas devem ser secas de preferência ao sol ou então ficar bastante tempo no varal para ficarem bem secas. E, se possível, passadas com ferro quente. Fungos gostam de ambientes úmidos, portanto corte o barato deles.

Tronco e costas

O corpo geralmente é acometido por pitiríase, lesões com descamação que atacam a pele onde é mais oleosa, como tórax e costas. Aparecem como manchas brancas, que normalmente são ignoradas pelas pessoas, o que pode levar ao aumento do problema. Quando a lesão não é muito extensa, indica-se tratamento local com antimicóticos associados ao uso de xampus especiais. Águas de piscina são fontes de contaminação, mas a água do mar, não. "É também conhecida como micose de praia, mas não é adquirida na praia. Apenas torna-se mais evidente durante o verão naquelas pessoas que já estão com esta micose e se expõem ao sol, deixando a pele acometida pelas lesões do fungo mais evidentes, pois as áreas com pitiríase versicolor não mudam de cor devido à exposição solar", explica Wiedemann.