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Acompanhamento médico e bons hábitos alimentares ajudam na prevenção da hipertensão arterial


Celebrado no dia 26 de abril, o “Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial” é uma forma de alerta sobre os riscos e consequências desta doença que já afeta um terço da população mundial e cerca de 25% da população adulta brasileira, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O estilo de vida cada vez mais corrido, aliado à obesidade, tabagismo, sedentarismo, maus hábitos alimentares, consumo exagerado de sal, pressão no trabalho e no dia a dia estão entre os principais fatores de risco que vêm aumentando a incidência de hipertensão, que apresenta um índice maior entre as mulheres (27,2%), os obesos (40%), os diabéticos (30%), os negros (30%) e os idosos (50%)

Esta mesma pesquisa aponta o Rio de Janeiro como campeão em proporção de hipertensos com aproximadamente 28% de casos. Nessa ceara, um levantamento do Centro de Medicina Nuclear da Guanabara (CMNG), com 1.300 executivos que realizaram check-up, no Rio, entre janeiro e dezembro de 2013, constatou que  34% dos homens apresentaram alteração na pressão.

Entre o público feminino a taxa ficou em 16%. O diretor do Centro Check Up do CMNG e clínico geral, Eduardo Duarte, afirma que: “o cenário é resultado, na maioria das vezes, da rotina do dia a dia que impede a pessoa de cuidar melhor de sua saúde, aderindo, por exemplo, a uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas”.

Caracterizada pela presença de pressão arterial superior ou igual a 14 por 9, a doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para que ocorra a circulação do sangue pelo corpo, que pode ser modificada pela variação do volume do sangue que sai do coração, da resistência encontrada para circular, da freqüência cardíaca, e da elasticidade dos vasos.

Por se tratar de uma doença “silenciosa”, ou seja,  sem sintomas aparentes, ou tão sutis que se tornam imperceptíveis, a hipertensão pode acabar progredindo sem ser notada até a fase avançada, quando já apresenta danos ao organismo.

É essa ausência de sintomas o fator mais preocupante dessa enfermidade e o que deve servir de alerta para estimular a procura de um médico.

- Erroneamente as pessoas acreditam que é possível reconhecer se a pressão arterial está alterada através de indícios, como dor de cabeça, cansaço, dor no pescoço, dor nos olhos, sensação de peso nas pernas ou palpitações, o que não deve ser usado como único parâmetro. Não há maneira de avaliar a pressão arterial sem ser através da aferição por esfigmomanômetro, popularmente conhecido como “aparelho de pressão”, alerta o Dr. Duarte.

O diagnóstico eficiente deve ser feito a partir do relato de episódios em que a pressão arterial tenha se elevado entre três e seis vezes, em dias  diferentes e com intervalo maior que um mês entre a primeira e última medição. E caso seja apresentado o frequente aumento da pressão por vários dias e períodos, o paciente pode ser considerado hipertenso e deve procurar o tratamento adequado.

Quando não tratada, a hipertensão pode se agravar e acarretar problemas de saúde, como hemorragia e encefalopatia hipertensiva , acidente vascular cerebral (derrame cerebral); infarto do miocárdio, angina, arritmias, insuficiência cardíaca, entupimentos e obstruções das artérias carótidas, aneurisma de aorta, doença vascular periférica dos membros inferiores, aumento do coração,  retinopatia (redução da visão) e insuficiência renal.

O Dr. Duarte ressalta que a visita ao seu médico assistente ou realização de check up de rotina ajuda na prevenção e na descoberta de alterações. “A realização de exames preventivos é uma ferramenta para combater tanto a hipertensão como a outras doenças, e o surgimento de novas doenças em conseqüência de outras pré-existentes. Os resultados dos exames podem mostrar para o paciente a necessidade de mudar o comportamento adotado até então.


Fonte:http://www.segs.com.br/so-saude-segs/156593-acompanhamento-medico-e-bons-habitos-alimentares-ajudam-na-prevencao-da-hipertensao-arterial.html