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Câncer de mama: obesidade pode aumentar risco de complicações


Tumor com receptores de estrógeno positivos tem 21,5% mais chance de morte, diz estudo

Os cientistas já descobriram que pessoas com obesidade têm um risco acrescido de contrair vários tipos de câncer. Mas um novo estudo sugere que a doença também aumenta a chance de pessoas já diagnosticadas com câncer sofrerem de complicações mais grandes por contra do excesso de peso, principalmente o câncer de mama. A pesquisa da Universidade de Oxford (EUA) também afirma que a obesidade aumenta o risco de uma pessoa morrer de câncer. Os resultados serão apresentados dia 30 de maio na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica. 

Os autores analisaram 80.000 mulheres que participaram de 70 triagens para o câncer de mama. Os especialistas mediram o índice de massa corporal (IMC), receptores de estrogênio, status da menopausa, recorrência do câncer e seu prognóstico.

Eles compararam mulheres que tinham IMC mais elevado (mais de 30) com aquelas com IMC normal (20-25) durante um período de 10 anos. Eles descobriram que para mulheres jovens pré-menopáusicas com câncer de mama precoce, a obesidade parece estar fortemente ligada a piores complicações, incluindo a morte.

Especificamente, mulheres com IMC acima de 30 tiveram uma chance 21,5% maior de morrer, enquanto as mulheres com IMC médio tinham 16,6% mais risco de morte. Isso só se aplica a mulheres com câncer de mama que tenham receptores de estrógeno positivos. Os pesquisadores não encontraram nenhum efeito aparente da obesidade em mulheres com receptor de estrógeno negativo.

A obesidade é conhecida por causar inflamação no corpo. Esta inflamação pode ativar o gene CYP19, que é responsável pela conversão de estrogênio, hormônio conhecido por estimular o crescimento do câncer no câncer de mama. No entanto, os cientistas afirmam que não está claro por que a obesidade só afeta mulheres que estão na pré-menopausa.

Segundo os autores, esse estudo reforça as recomendações atuais de que as mulheres devem manter o peso saudável após um diagnóstico de câncer de mama, evitando assim possíveis complicações. 

Obesidade favorece desde enxaqueca até câncer

Os dados inéditos do Ministério da Saúde são alarmantes. Pela primeira vez, o percentual de pessoas com excesso de peso supera mais da metade da população brasileira. A pesquisa Vigitel 2012 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostra que 51% da população (acima de 18 anos) está acima do peso ideal. O estudo também revela que a obesidade cresceu no país, atingindo o percentual de 17% da população. Se compararmos com o ano de 2006, no qual o índice era de 11%, perceberemos que o aumento foi significativo. Apesar da obesidade e do sobrepeso serem epidemias desse porte no Brasil, a população ainda não considera o excesso de peso uma doença. 

Um trabalho desenvolvido pela farmacêutica Allergan em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD) e a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SBED) entrevistou mil indivíduos em diferentes estados e descobriu que 55% da amostragem não acreditava que a obesidade fosse uma doença. Além disso, 93,5% dos entrevistados não sabia seu próprio Índice de Massa Corpórea (IMC (Descubra seu peso ideal) ), sendo que 64% se enquadravam na faixa da obesidade. Mais do que uma doença grave, a obesidade é um problema que pode favorecer diversas outras condições em nosso organismo. "O quadro pode prejudicar a saúde de uma forma global e em vários sistemas no corpo", afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro.


Fonte: http://r7.minhavida.com.br/saude/galerias/17571-cancer-de-mama-obesidade-pode-aumentar-risco-de-complicacoes