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Especialistas discutem como genética entra em defesa do coração


O objetivo final do Projeto Genoma não é só decifrar o código humano, mas recolher recursos biológicos suficientes para renovar a medicina e ampliar ainda mais a gama de estratégias contra doenças enigmáticas, como o câncer, e as mais cotidianas, incluindo as que acometem o coração.

A enorme coleção de informação genética colhida por cientistas de diferentes partes do mundo desde 1990 passa dos laboratórios para os consultórios, tornando possível e real a proposta de translação da medicina, termo relativamente novo que trata da aplicação clínica de conhecimentos e avanços originados na pesquisa básica. Nesse sentido, a ideia de usar conhecimentos moleculares em prol do sistema cardiovascular começa a chegar aos pacientes, conforme detalha a edição desta semana da revista Science Translational Medicine.

Minúsculas proteínas, células desconhecidas e tecnologia de ponta forçaram as portas dos consultórios e começam a ter resultados animadores em pacientes. O avanço mais significativo de todos talvez esteja na genética cardiovascular, que abre a possibilidade de um tratamento personalizado e mais efetivo em complicações que lideram a mortalidade no planeta. A doença cerebrovascular, por exemplo, atinge 16 milhões de pessoas ao redor do globo a cada ano, sendo que, dessas, 6 milhões morrem. De acordo com o Ministério da Saúde, o acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de incapacidade e morte no país, somando cerca de 68 mil óbitos anualmente.

Diretora da Clínica da Genética Cardiovascular, pertencente à Universidade de Chicago (EUA), Elizabeth McNally acredita que, no centro da atual união entre genética e cardiologia, estão as variações de DNA raras e privadas. “Normalmente encontradas em menos de 1% da população, as variantes raras são evolutivamente mais jovens e, por esse motivo, sofreram menos seleção que as comuns, que já atingiram o equilíbrio populacional. São também mais potentes, com efeitos mais profundos na expressão no indivíduo.” No entanto, McNally explica que a natureza dessa informação genética individualizada desafia as práticas convencionais de pesquisa genética com base populacional —que normalmente enfatiza as variantes genéticas comuns e o papel delas no desenvolvimento de doenças.

 

Fonte:http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2014/06/05/internas_cienciaesaude,508291/especialistas-discutem-como-genetica-entra-em-defesa-do-coracao.shtml