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Surto de sarampo que atinge Europa pode chegar ao Brasil na Copa no Mundo


Especialistas alertam que só vacinação evita contágio; doses são oferecidas pelo SUS a pessoas de qualquer idade

Vacina contra sarampo é administrada com um ano de idade. Bebês menores correm risco caso expostas ao vírus. Adultos não vacinados podem contrair e transmitir a doença para crianças

Os hipocondríacos já sabem: muita gente junta também significa encontro e troca de uma boa variedade de bactérias e vírus. Em eventos com possíveis aglomerações de pessoas como a Copa do Mundo, alguns cuidados, como aqueles básicos de higiene (manter mãos limpas e não levá-las à boca ou olhos, por exemplo) são essenciais para afastar a possibilidade de contrair gripes, pneumonia e outras infecções virais e bacterianas. Mas e quando o perigo vem de fora, mais precisamente em voos transatlânticos?

O risco agora está em doenças que não estão circulando no Brasil, mas que estão em plena atividade fora daqui. E não está se falando somente em surtos que acontecem em países mais pobres, mas sim também em regiões da Europa. Segundo o pediatra e presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Renato Kfouri, o risco atual está no sarampo. “Existem muitas pessoas que ainda não estão vacinadas contra a doença. Elas não necessariamente tiveram problemas porque até então não tiveram contato com ninguém que tivesse o vírus, mas se alguém de fora o trouxer, essas pessoas podem adoecer”, alerta.

Na Europa, por exemplo, foram registrados 31.685 casos de sarampo só em 2013. O plano dos países do velho continente é erradicar a doença até final de 2015. O Brasil está há anos-luz à frente da Europa, mas, depois de 15 anos sem registrar casos da doença, eles recomeçaram em 2013.

“Às vezes um ou outro brasileiro que não foi vacinado vai para a Europa, adquire o sarampo lá, volta e espalha entre os outros não vacinados aqui do Brasil. É o que chamamos de ‘casos importados’ de sarampo”, alerta Kfouri, sobre a importância da vacinação. Até agora foram registrados 350 casos, metade deles em crianças menores de um ano, já que a vacina só é administrada depois de um ano de idade. A outra metade de contaminados, no entanto, deveria estar vacinada. “Isso mostra que existem deficiências em vacinação, os ‘bolsões’ descobertos”.

E não tem desculpa: a vacina contra o sarampo é coberta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e não tem limite de idade. “Se a pessoa não lembra se foi vacinada ou não, ela deve ser considerada como se não tivesse recebido nenhuma dose. Não há problema em repetir a dose, não vai fazer mal”, tranquiliza o médico.

Após os 350 casos de sarampo registrados no Brasil, o País está há um mês e meio sem registrar novos casos, segundo Kfouri. “Esperamos três meses para poder dizer que o surto acabou”, explica o médico. Com o País esperando cerca de 600 mil turistas, sendo boa parte vindo da Europa, é prudente que a população brasileira atualize a carteirinha de vacinação e não leve crianças menores de um ano, sem todas as vacinas, em ambientes com aglomeração de pessoas.

O tal de chikungunya

Mas não é só o sarampo que está deixando a área médica com as orelhas em pé. Um outro vírus, o chikungunya, provoca uma febre hemorrágica e é transmitido pelo aedes aegypiti, o mesmo mosquito vetor da dengue. Felizmente até agora esse vírus não apareceu no Brasil, mas, embora seja originário do sudeste asiático, ele já mostrou suas garras no Caribe fazendo vítimas por lá.

E já se sabe: do Caribe para o Brasil, é um pulo. Por isso, para quem viaja para a região, é importante se prevenir da única forma possível: usando repelente de insetos.

Outro exemplo de que a prevenção é o melhor remédio é a poliomielite, que é a paralisia infantil. No Brasil, ela não aparece há mais de 20 anos e, mesmo assim, há campanhas anuais para a importância da vacinação. O motivo está na globalização. A doença não está erradicada no mundo, explica o pediatra. “Qualquer um que vier de outro país com a pólio poderia transmitir para nós, caso a população não estivesse coberta com a vacina”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, alertando para a importância de manter a carteira de vacinações em dia.

 

Fonte:http://saude.ig.com.br/minhasaude/2014-05-29/surto-de-sarampo-que-atinge-europa-pode-chegar-ao-brasil-na-copa-no-mundo.html