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Pela Dra. Lillian Cordeiro - Envelhecimento Saudável – Hipertensão Arterial


Confira as orientações da coordenadora médica do FiqBem para um envelhecimento saudável


Dra. Lillian Cordeiro é formada pela UFPE em medicina 2002, com residência médica em clínica médica pelo HC-UFPE 2004 e em endocrinologia pelo Hospital Agamenon Magalhães 2006. Especialista em Endocrinologia pela SBEM 2007. Com experiência em direção médica do Hospital São Marcos 2010-2013. Atual coordenadora médica do programa FiqBem da Interne Soluções em Saúde.



Hipertensão Arterial

 

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), usualmente chamada de Pressão Alta, caracteriza-se por níveis pressóricos iguais ou maiores que 14 por 9 de forma sistemática. Uma elevação isolada da pressão em virtude de um stress, uma noite mal dormida, um problema no trabalho não pode ser considerada HAS.

A HAS é uma condição que se não tratada adequadamente pode gerar uma série de complicações, como acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e renal crônica. É uma das principais causas de hemodiálise no nosso país, juntamente com o diabetes.

A HAS é uma doença que pode acometer qualquer pessoa, de qualquer idade. Existe uma predisposição genética, ou seja, filhos de pais hipertensos têm mais chance de desenvolver a doença e há fatores externos que também desempenharão um papel importante. O tabagismo, obesidade e o diabetes são alguns desses fatores que aumentarão a chance de um indivíduo apresentar em algum momento da vida a HAS.

A Pressão Alta pode ser silenciosa ou causar alguns sintomas dependendo da sua gravidade, como: dor de cabeça, tonturas, vômitos, mal-estar e palpitações.

Seu diagnóstico é clínico, feito através de medidas da pressão arterial por um médico. Vale ressaltar que existe a “hipertensão do jaleco branco”, ou seja, uma elevação transitória da pressão ao entrar no consultório médico, por nervosismo, e que não deve ser considerada HAS. Por isso é recomendada a avaliação da pressão no início da consulta e no seu término, quando o paciente já está mais relaxado.

Outra forma de avaliar a pressão desses pacientes é através do MAPA – Método de Medição Automática da Pressão Arterial, realizada através de um dispositivo colocado no paciente. Através desse aparelho ocorrem medições da pressão a cada 15 ou 20 minutos, sendo essas informações armazenadas no dispositivo e depois transferidas para um programa de computador que permite a análise dos dados.

O tratamento é com medicamentos anti-hipertensivos, onde existem inúmeras opções no mercado, devendo ser individualizado para cada paciente de acordo com suas características. É necessário também mudanças de hábitos, como:

  • Cessação do tabagismo;
  • Prática de exercícios físicos regulares;
  • Ingestão de pouco sal na dieta;
  • Evitar uso abusivo de álcool;
  • Manutenção do peso ideal.

A HAS é uma doença muito comum e muitas vezes mal tratada. É necessário o entendimento que quando não controlada pode gerar inúmeras complicações, muitas delas de caráter irreversível. As mudanças comportamentais são fundamentais para um bom controle da pressão arterial. O uso das medicações anti-hipertensivas, na grande maioria das vezes, é para toda a vida, e nunca devem ser suspensas sem orientação médica.