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Artigo do Presidente da Associação Brasileira de Qualidade Vida (ABQV), Alberto Ogata, sobre os investimentos das empresas em saúde


A publicação foi divulgada no site Saúde Business sobre o foco das empresas ao investir em saúde   

Qual é o foco das empresas ao investir em programas de saúde? Pesquisa global aponta as estratégias das empresas ao investir em programas de promoção de saúde. 

A consultoria americana Buck realiza a cada dois anos uma pesquisa mundial denominada “Working Well: A Global Survey of Health Promotion, Workplace Wellness and Productivity Strategies” que contou na 6.a edição, lançada em julho de 2014, com a participação de 1041 organizações de 37 países de todos os continentes. 

A pesquisa revelou que as principais razões para implementar programas de promoção de saúde na America Latina são a melhoria do engajamento dos trabalhadores, da saúde e segurança no trabalho e dos níveis de produtividade com redução do absenteísmo e do presenteísmo, ao contrário dos Estados Unidos onde a razão número um é o controle dos custos de assistência médica. 

Com relação aos tópicos abordados prioritariamente nos programas, na America Latina se destacam a segurança no ambiente de trabalho, o gerenciamento do stress, a melhoria do ambiente psicossocial, a promoção da atividade física e a alimentação saudável. Os dados globais destacam como principais tópicos o stress e a atividade física. 

A pesquisa constatou que, predominantemente a área de recursos humanos é a responsável pelos programas de promoção de saúde seguido do setor de saúde e segurança no trabalho. Neste contexto, as atividades predominantes são a adoção de políticas de RH (horário flexível, teletrabalho, home office) seguidas das ações de comunicação, campanhas de vacinação e programas de ergonomia do ambiente de trabalho. 

Os participantes foram questionados sobre sua opinião em relação às ações que possuem uma tendência forte de se tornarem relevantes nos programas. Se destacaram as atividades de telemedicina, coaching telefônico em estilo de vida, cuidados com as crianças (creches), equilíbrio vida pessoal e profissional (incluindo suporte financeiro, social) e outras ferramentas online. É interessante citar que em várias regiões do mundo, como os Estados Unidos e a Ásia as ações que estimulam o deslocamento para o trabalho com bicicleta tem ganhado grande destaque, assumindo a posição número 2 como “top trend”. 

A pesquisa constatou um aumento no número de respondentes que relataram avaliar a participação e satisfação nos programas e isso é feito predominantemente internamente pelas organizações. Os desfechos mais valorizados pelos respondentes foram o custo médio por empregado de assistência médica, indicadores de saúde e segurança no trabalho e participação nas atividades. 

Muitas organizações estão caminhando para implantar uma “cultura de saúde”, mas somente um terço referiram já ter atingido este objetivo.

Apesar desta pesquisa ter um viés de seleção, pois reflete somente a opinião dos participantes e não reflete, necessariamente, o cenário global, traz informações importantes para os gestores dos programas de promoção de saúde nas empresas. 

Os gestores dos programas precisam conhecer as necessidades das organizações para que elaborem suas estratégias. A parceria com a área de recursos humanos é fundamental, assim como a integração entre as áreas assistencial e ocupacional buscando sinergia nas intervenções e avaliação dos desfechos de maneira adequada. A pesquisa tornou clara que é muito difícil que qualquer programa seja implementado com sucesso por um provedor externo (seja consultoria, corretora, plano de saúde ou empresa contratada) sem o envolvimento decisivo da liderança da organização.


Confira a íntegra da pesquisa no link:

http://www.worldatwork.org/waw/adimLink?id=36309