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Não pense que a criançada está livre dos distúrbios do sono!

Três em cada dez crianças até 12 anos apresentam distúrbios do sono. A frequência é ainda maior em bebês: quatro em cada dez deles não dormem bem.  

Por acaso você acha que as crianças estão livres dos distúrbios do sono? Se sim, saiba que está muito enganado. De acordo com pesquisas, pelo menos três em cada dez crianças até 12 anos apresentam distúrbios do sono. A frequência é ainda maior em bebês: quatro em cada dez deles não dormem bem. 

Há casos em que a criança não cresce, não ganha peso e ninguém pergunta como ela dorme. Isso é uma prova de como o assunto “os distúrbios nos pequenos” acaba sendo ignorado. Os sinais mais comuns do problema podem ser sutis, como irritação e choro excessivos, agressividade, desconcentração, isolamento e, se a criança já está na escola, dificuldade de acompanhar o ritmo da classe. Há, porém, indícios mais óbvios, como o surgimento de olheiras. Muitas vezes, a criança é rotulada como hiperativa, quando, na verdade, a agitação ocorre porque ela está dormindo mal. 

De acordo com a fisioterapeuta da Interne Soluções e Saúde e especialista do sono do Programa DurmaBem, Dra. Lidiane Santana, este assunto sofre uma grande carência de debate. “Quase nunca se fala sofre os distúrbios do sono infantis, mas a procura dos pais sofre o tema é muito recorrente – a grande questão é a falta de profissionais para debatê-los e assim apresentarem soluções para o problema”, disse. 

Nesta última matéria da série “Distúrbios do sono: difícil adormecer ou permanecer dormindo” – saiba quais são os distúrbios mais frequentes entre os pequeninos:

 

Movimentos periódicos de membros

São pequenas contrações dos músculos que fazem com que as pernas e os braços das crianças se contraiam. Com isso, ela se debate durante a noite. Ao contrário do distúrbio das pernas inquietas, as contrações não acontecem durante o dia. O distúrbio, em geral, está ligado à baixa quantidade de ferro no organismo, o que pode ser checado com um exame de sangue e corrigido com a ingestão, por cerca de três meses, de suplemento vitamínico. Se as crises persistirem, também costumam ser indicados remédios semelhantes aos usados para tratar o mal das pernas inquietas, que agem no cérebro para regular a ação muscular;

 

Ronco

 

Em geral, o problema acontece quando há hipertrofia adenóide e amígdala, o que prejudica a passagem do ar. Esse processo pode não acordar a criança, mas certamente causa um tremendo mal-estar, aumenta o gasto de energia durante a noite e impede que os pequenos atinjam todos os estágios do sono. Há ainda roncos causados por doenças secundárias (rinite, asma, entre outras);

 

Sonambulismo

Como outros problemas ligados ao amadurecimento do cérebro, a tendência é que ele suma logo sem provocar nenhum dano ao sonâmbulo. Mas, se o distúrbio alterar o bem-estar da casa ou comprometer a segurança da criança, deve-se procurar um médico. Nesses casos, costumam-se prescrever remédios da classe dos benzodiazepínicos, que agem nos neurônios, para estabilizar o sono;

 

Apneia

Doença que causa pequenas interrupções da respiração durante a noite, a apneia é mais frequente em crianças que têm o ronco agravado. Isso ocorre porque o problema piora a tal ponto que não há mais espaço nas vias aéreas para o ar passar. Outro fator de risco para o mal é a obesidade. A falha pode não levar ao despertar, mas interrompe o ciclo do sono. Quem sofre de apneia costuma ter olheiras, respirar pela boca, durante o dia, mostrar-se cansado aparentemente sem motivo, ficar desconcentrado e ter alterações de humor. O diagnóstico deve ser feito em um centro especializado em ciência do sono. O tratamento varia de caso para caso, de acordo com a origem da doença;

 

Pernas inquietas

Sabe aquela criança que não para de balançar as perninhas nem quando está concentrada lendo um livro? Então, ela faz isso porque sente incômodo nos membros, o que também acontece durante a noite e pode fazer com que demore para pegar no sono — mesmo depois de pequenos despertares antes do amanhecer. O difícil para os pais, no entanto, é descobrir o motivo que faz com que seu filho durma mal. Isso porque ele é quase imperceptível;

 

Bruxismo

Dentes gastos, dores na face, no pescoço e na cabeça podem ser sintomas de bruxismo. As vítimas desse mal rangem os dentes ou apertam os maxilares um contra o outro enquanto dormem. Em crianças, costuma acontecer em uma fase da vida e desaparece logo, situações em que é considerado normal e não requer preocupação. O problema pode ser desencadeado, por exemplo, durante uma troca de dentes. Se for persistente, porém, o distúrbio pode prejudicar o ciclo do sono e a saúde bucal;

 

Insônia

Sim, criança tem insônia, mas, na maioria dos casos, ela está associada a hábitos inadequados e à falta de disciplina antes de dormir. Ocorre principalmente entre os bebês que se acostumam a depender de um adulto para dormir. São aquelas crianças, por exemplo, que só pegam no sono se forem embaladas no colo ou durante a amamentação. Também é comum em pimpolhos mais velhos que não têm hora para ir para a cama ou ficam até tarde em frente ao computador, ao videogame e à televisão;

 

Terror noturno

Para os pais, é o distúrbio mais assustador de todos. Comum na idade escolar e em adolescentes, ele aterroriza a casa inteira. Durante a noite, a criança fica agitada e, com os olhos arregalados, grita e chega até a pedir socorro. Mas nada de acordar. No dia seguinte, porém, ela não se lembra do que aconteceu.

 


Segundo a Dra. Lidiane Santana, o Programa DurmaBem, da Interne, atende crianças a partir dos quatro anos de idade. Portanto, fique atento a rotina do sono de seus filhos e em caso de alguma alteração significativa – procure um especialista.



Fontes de pesquisas: http://www.fundasono.org.br

                                         www.sono.org.br

 

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