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Feridas que não cicatrizam podem expor pacientes a situações de discriminação

Maioria das enfermidades que geram ferimentos e manchas na pele e que não são contagiosas – costumam gerar constrangimentos para os pacientes.

 

Na série da Interne Soluções em Saúde: “Lesões e Estomias: a saúde da sua pele em evidência!” – vamos falar hoje sobre o preconceito que muitos pacientes sobre, devido aos ferimentos que não cicatrizam, ou por contas de enfermidades que geram feridas na pele. 

Feridas que não cicatrizam se constituem um grande problema para a sociedade, levando ao isolamento social do paciente e prolongado afastamento do trabalho, com efeitos consideráveis na qualidade de vida da pessoa que a apresenta. Médicos que lidam diariamente com pessoas que têm doenças de pele dizem que situações de constrangimento são comuns. 

Todo mundo já teve e ainda vai ter algum tipo de ferida. Por definição, as feridas são uma interrupção na continuidade da pele. Elas podem ser causadas por traumas, acidentes, cirurgias ou desencadeadas por alguma doença. Podem ser agudas, consideradas mais recentes, superficiais ou de simples tratamento, ou crônicas, com maior dificuldade de cicatrização e reincidência. 

E será que as feridas podem ser prevenidas? Segundo especialistas, isso irá depender do tipo de ferida. O tabagismo é exemplo de um fator de risco de feridas que pode ser prevenido. Assim como o estado geral do paciente e a desnutrição. Em outros casos é preciso tratar a doença primária, como diabetes e obesidade. Mas também há as feridas acidentais, causadas por fatores que fogem ao controle. 

Pacientes com doenças como psoríase e vitiligo são os que mais sofrem preconceito. Em crianças, que não entendem bem a situação, isso pode até deixar sequelas, avisa. É por isso que muitos dermatologistas recomendam tratamento psicológico aos pacientes. Para piorar, em ambos os casos, o estresse também provocado pela reação negativa dos outros pode agravar a doença e diminuir a resposta aos medicamentos. Isso já foi comprovado cientificamente. 

Aproximadamente 5% a 10% dos doentes com cancro desenvolvem uma úlcera ou ferida como resultado de um cancro de pele primário (melanoma) ou de um tumor interno que cresce até à pele. Infelizmente, estas feridas têm muitas vezes um mau odor e produzem uma quantidade abundante de exsudado (fluído da ferida). Também sangram facilmente. Alguns doentes que fazem radioterapia podem sofrer de um avermelhar da pele e de lesões na área. Estas são chamadas lesões cutâneas de radioterapia. 

Maioria das enfermidades que geram ferimentos e manchas na pele e que não são contagiosas – costumam gerar constrangimentos para os pacientes, visto a aparência delas. Primeiro passo para todo processo de cura é acabar com o preconceito.

 


Fontes de pesquisa: http://www.sbd.org.br/

                              http://cuidadoscomapele.org/


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