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Dificuldade de cicatrização de uma ferida deve ser investigada

Às vezes, um simples arranhão na perna, ou um pequeno ferimento nos pés de um portador de diabetes são o suficiente para dar origem a uma lesão crônica, que persiste durante anos, não responde a tratamentos convencionais e corre o risco de apresentar complicações graves.

 

As feridas que eventualmente adquirimos tendem a cicatrizar normalmente. O nosso organismo é dotado de habilidades que fazem com que elas caminhem de forma harmônica para a cicatrização. 

Entretanto, algumas feridas parecem demorar mais do que outras para alcançarem a cicatrização. Uma minoria delas teima em não cicatrizar. Nestes casos torna-se necessária uma avaliação sistemática que possa determinar a razão pela qual o organismo não conseguiu encontrar a solução para o problema. 

A existência de um ferimento que evolui para uma úlcera que mostra dificuldade em cicatrizar deve ser alvo de minuciosa investigação no sentido de encontrar os fatores ou enfermidades que possam estar dificultando o processo de cicatrização.

Enfermidades que podem provocar o aparecimento de úlceras ou feridas de difícil cicatrização:


  • Enfermidades vasculares venosas. Exemplo: varizes graves; síndrome pós-trombótica;
  • Enfermidades arteriais. Exemplos: aterosclerose; trombose; vasculite;
  • Enfermidades linfáticas. Exemplos: linfedema; elefantíase;
  • Neuropatias. Exemplos: do diabético (pé diabético neuropático); lepra; espinha bífida;
  • Enfermidades metabólicas. Exemplos: gota; diabetes;
  • Enfermidades do tecido conjuntivo. Exemplos: lupus sistêmico; esclerodermia; artrite reumatoide;
  • Enfermidades do sangue. Exemplos: leucemia; Anemia Falciforme; trombocitose;
  • Traumas diversos. Exemplos: úlcera por pressão; radioatividade;
  • Enfermidades infecciosas decorrentes de fungos, bactérias e viroses;
  • Enfermidades malignas. Exemplos: carcinoma de células basais; carcinoma de células espinhosas; metástases cutâneas;
  • Enfermidades imunodepressoras e do sistema imunológico. Exemplos: HIV;
  • Outras. Exemplos: Pioderma Gangrenoso; sarcoidose; crioglobulinemia; amiloidose; paniculite do tipo necrobiose lipoídica;
  • Além daquelas que chamamos de iatrogênicas, tais como as provocadas por uso de determinadas drogas;


Outros fatores, além das doenças, podem também dificultar ou prolongar o tempo para a cicatrização das feridas. Por exemplo:


- Idade avançada e sedentarismo;

- Obesidade;

- Tabagismo;

- Desnutrição;

- Enfermidades malignas e doenças terminais;

- Uso de drogas imunosupresoras, corticoides e drogas ilícitas;

- Radioterapia e quimioterapia;

- Outras


A dificuldade de cicatrização não é exclusiva das feridas crônicas; pode ocorrer também em feridas agudas. É o caso das incisões cirúrgicas infectadas que não fecham e das áreas de trauma com laceração extensa da pele e dos tecidos adjacentes. 

Durante muito tempo, a medicina lutou para reverter esses quadros, nem sempre com sucesso. Foi só a partir das últimas décadas do século XX, que se tornou possível tratar adequadamente essas afecções com a aplicação clínica da oxigenoterapia hiperbárica, por exemplo.

Portanto, a existência de um ferimento que evolui para uma úlcera que mostra dificuldade em cicatrizar deve ser alvo de minuciosa investigação no sentido de encontrar os fatores ou enfermidades que possam estar dificultando o processo de cicatrização.



Fontes de pesquisa: http://www.sbd.org.br/

                              http://cuidadoscomapele.org/

                              http://feridasvasculares.blogspot.com.br


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