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O acionamento de técnicos de enfermagem para a assistência domiciliar


O artigo cientifico construído por Cintia Pinto e Carolina Almeida falando sobre o acionamento de técnicos de enfermagem para assistência domiciliar, foi apresentado no CIAD de 2011(Congresso Interdisciplinar de Assistência Domiciliar), em São Paulo. O artigo foi apresentado para pessoas de todo o país, entre profissionais da área de saúde. O artigo tem informações sobre a assistência domiciliar e os fundamentos de um técnico de enfermagem e os cuidados fundamentais para os pacientes.

Segue o artigo na integra:

OLIVEIRA, C.A.S.; PINTO, C.M.S.

Interne Soluções em Saúde - Recife

Introdução: A assistência domiciliar se caracteriza pelo cuidado especializado e individualizado desenvolvido pela equipe multidisciplinar nas residências dos pacientes. Dentre os profissionais envolvidos, os técnicos de Enfermagem, são aqueles que praticam o cuidado integral ao paciente pela inerente disponibilidade de permanecer, por um período de tempo maior, executando a assistência. Assim, o serviço da assistência domiciliar necessita dispor de profissionais técnicos habilitados, bem como de um adequado mecanismo de acionamento e escalação desses profissionais para a formação de uma equipe técnica responsável pelo cuidado. Assim, faz-se necessário descrever o modo em que a escalação de profissionais técnicos de Enfermagem ocorre em uma instituição de saúde que presta serviços domiciliares. Descrição do serviço: O setor responsável pelo acionamento e escalação do serviço de assistência domiciliar descrito é denominado por Escala. Tal setor é composto por uma enfermeira coordenadora, uma auxiliar administrativa e seis técnicas de Enfermagem, sendo quatro profissionais plantonistas e duas diaristas. Este setor funciona todos os dias da semana entre o horário de sete às vinte horas. Conta com um sistema informatizado que fornece as informações e habilidades dos técnicos captados, capacitados e categorizados pelo setor da Educação Continuada. Ciente das habilidades técnicas dos profissionais e da disponibilidade de horário desses, as colaboradoras do setor identificam o potencial cuidador ao paciente a ser internado em domicílio, montando assim, a equipe de técnicos de Enfermagem apta a prestar o cuidado necessário. Conclusão: O serviço de acionamento e escalação de técnicos de Enfermagem para a assistência domiciliar é caracterizado por se configurar como um setor que dispõe de estrutura complexa, de recursos humanos especializados e sistema de informações específico.

Forma de apresentação: Pôster 

INTRODUÇÃO

Uma instituição de assistência domiciliar necessita de mecanismos para promover o acionamento de técnicos de enfermagem para garantir a formação e adequação das escalas de trabalho assistencial ao paciente internado nessa modalidade de cuidado. Assim, o objetivo desse estudo foi o de analisar o modo com que o processo de acionamento de técnicos de Enfermagem ocorre em uma instituição privada de assistência domiciliar, durante o primeiro semestre do ano de 2011.RELATO DE EXPERIÊNCIA

Na instituição analisada, o setor responsável pelo acionamento dos técnicos de enfermagem é denominado por Escala. Esse setor, que possui sistema informativo específico, funciona todos os dias da semana, tendo o horário de funcionamento compreendido entre sete às vinte horas. Para a realização do acionamento de técnicos de enfermagem se faz necessária a avaliação sobre o estado clínico do paciente, bem como da qualificação da mão-de-obra escolhida para o cuidado de qualidade. Dessa forma, esse setor é constituído por uma enfermeira coordenadora e seis técnicas de enfermagem, sendo que quatro dessas profissionais trabalham em regime de plantão e duas em horários administrativos. Tais técnicas de enfermagem são denominadas por "“"escalistas”. Para auxiliar na organização do setor e no atendimento aos profissionais, a Escala ainda conta com uma auxiliar administrativa. O fluxo do processo realizado para o acionamento de profissionais segue abaixo:

O setor da Educação Continuada em Enfermagem propicia o acionamento dos técnicos através da seleção de mão-de-obra, capacitação e categorização quanto às habilidades técnicas de cada novo profissional. As colaboradoras do setor da Escala encontram no sistema informatizado a disponibilização de novos técnicos, contendo ainda a discriminação dos dados pessoais de cada um, tais como endereço, idade, telefone, disponibilidade de horário e procedimentos que estão aptos a realizar. Em posse dessas informações as escalistas iniciam o trabalho de resolução das escalas dos pacientes, conjugando os dados destes às características dos colaboradores disponíveis no sistema. A resolução das escalas advém da necessidade de formação de uma nova equipe derivada de um novo internamento, ou por inadequada adaptação entre o paciente/família e o profissional enviado, ou ainda, por solicitações de afastamento efetuados pelos próprios profissionais, seja por motivo de doença ou por problemas pessoais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O setor da Escala trabalha buscando acionar o profissional adequado para prestar um cuidado de qualidade ao indivíduo que o necessita. A relação interpessoal se configura como um efetivo interventor na assistência a saúde, inclusive quando ela se dá em ambiente domiciliar, de cuidado específico e individualizado. O produto de tal relação é inesperado, pois sofre as influências das personalidades, vivências e fatores circunstanciais, como o processo saúde-doença. Assim, o setor da Escala acaba se constituindo, não só como um acionador passivo, mas um interventor crítico e analítico que gerencia adversidades e previne complicações, viabilizando a assistência a saúde.

REFERÊNCIAS

Lacerda MR, Giacomozzi CM, Olinski SR, Truppel TC. Atenção à saúde no domicílio: modalidades que fundamentam sua prática. Saúde Soc. 2006

RICALDONI, Carlos Alberto Caciquinho  and  SENA, Roseni Rosangêla de. Educação permanente: uma ferramenta para pensar e agir no trabalho de enfermagem. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2006, vol.14, n.6, pp.

SILVA, Gizelda Monteiro da; SEIFFERT, Otília Maria L. B.. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. bras. enferm.,  Brasília,  v. 62,  n. 3, June  2009.   

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A Educação Continuada, na instituição de assistência domiciliar analisada desenvolve indivíduos, e está envolvida com a promoção da possibilidade de encontros entre seres. O adequado vínculo entre eles e a facilitação do processo de adaptação do cuidado está diretamente relacionado ao trabalho desenvolvido pela Educação. Assim, a existência de tal setor se configura como extremamente relevante para a assistência de pacientes em internação domiciliar.

REFERÊNCIAS

 CASTRO, Rosiani B. R. de; SILVA, Maria Júlia Paes da. A comunicação não-verbal nas interações enfermeiro-usuário em atendimentos de saúde mental. Rev. Latino-Am. Enfermagem,  Ribeirão Preto,  v. 9,  n. 1, Jan.  2001 

Lacerda MR, Giacomozzi CM, Olinski SR, Truppel TC. Atenção à saúde no domicílio: modalidades que fundamentam sua prática. Saúde Soc. 2006

SILVA, Gizelda Monteiro da; SEIFFERT, Otília Maria L. B.. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. bras. enferm.,  Brasília,  v. 62,  n. 3, June  2009.